quarta-feira, 29 de junho de 2011

Cara à tapa


Não é que eu dê a cara à tapa
Eu apenas me lanço
Apanhar faz parte
Não é que eu goste da dor
Eu não gosto da dor
Se eu tenho vontade, faço
Se eu quero, peço
Se eu não consigo, ligo
Faço meu drama, dou meu show
Bem baixinho para não incomodar ao vento
Mas logo me recupero
Sou de perseguir
Não sou de desistir
Já caí
Já me estrepei
Perdi a saída
Me entreguei
Não tenho medo do escuro
Já tentei de tudo
Cara amarrada não me serve de escudo
Minha proteção é esse sorriso desprotegido
Aberto e sincero
Você se encanta
Fica confuso
Se afasta
Fica mudo
E o tapa queima na minha cara
Molho o travesseiro com lágrimas
E acordo toda babada
Mas não me lembro de mais nada
Brinco com o espelho e admiro meu rosto novo
Olhos pequenos, boca inchada
Acho bonita a fisionomia descabelada
Pronta para a próxima porrada
Não sou mulher de malandro
Sou a mulher e o malandro
Meu umbigo não é só meu
É do mundo e o mundo é seu
Nessa parte do caminho
Eu entrego a outra face
Sem misticismos
A promessa é só carinho

6 parambólicos comentaram:

Núcleo Artístico Éder Montalvão disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Gildean Tiago disse...

Queira, peça, faça, seja feliz. Seja feliz!

Abraço grande!

Mariana disse...

Eu adoro os textos de vocês três. Pena que não andam postando com a mesma frequência...faz falta!

Lara Gay disse...

fiquei arrepiada, minha preta.... tão você esse texto!! amei absurdamente o trecho do umbigo. rs. coisa linda... tomara q um pedaço desse mundo seja meu! rsrsrs te amo.

Katy disse...

Biiiiichaaaaaa... a senhora FECHA nos textos, viu?! Fã number onde forebis! (L)

AMO BEM DE MONTE!!!

Beijo, beijo, beijo!

Catarina* disse...

Gostei muito, sigo