ser eu mesma ao extremo
extremo oposto dela que não se preocupa em incomodar
incomoda por querer
porque seu umbigo é o mais bonito
e não reconhece insegurança
desejo é ação realizada
voz calculada
foco e direção.
Eu sou estampa que desmancha
não sei bancar minha aflição
e ali, calada, dentro da caixa
eu afirmei minha posição
de quem olha e só se permite partir quando tem vontade.
Nesse ponto somos iguais, eu e ela
Estamos e somos
com toda potência e volúpia
pulsação
de quem é e ponto.
De quem se perde no meio do caminho
ou de quem toma consciência antes que se perca
foi por escolha
ou por atestar que não se tem o que fazer
ou que não está preparado ainda para ser diferente.
*Performance realizada no dia 17 de novembro de 2011;
*De 12:30h até 14:30h;
*Local: UNIRIO - Centro de Letras e Artes;
*Local: UNIRIO - Centro de Letras e Artes;
*Por: Michelly Barros;
*Orientação: Tania Alice,
*Referência: Grupo Meyd Inn Rio, Relações Perigosas.
(E tudo começou com a impossível tarefa de separar a razão da emoção.)





4 parambólicos comentaram:
Coisa mais linda de sentir, de ver, de ser.
Tarefa impossível mesmo... Nossa! Tomar consciência pode ser se perder. Quando nãop se tem consciência de que se está perdidio, é apenas o caminho, ceerto ou errado.
O mar dentro da caixa. A lua também.
Se tem o mar e a lua, é caminho certo.
A 15 minutos olhando o quadro razão e emoção e tentando escolher... Pode indecisão?
também gostaria de ser e ponto e, às vezes, no meio da massa, eu me perco, me automatizo.
é por isso que hoje prefiro não ser a ser sem ter consciência de que estou sendo, sem perceber o que estou fazendo: vivendo sem saber.
mas os animais não...eles são de um modo ingênuo.
it. como diria clarice.
você precisa ler água viva.
beijos, querida...
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