terça-feira, 22 de novembro de 2011

Sobre a caixa e outros bichos


Eu queria me anular
ser eu mesma ao extremo 
extremo oposto dela que não se preocupa em incomodar
incomoda por querer
porque seu umbigo é o mais bonito
e não reconhece insegurança
desejo é ação realizada
voz calculada
foco e direção.


Eu sou estampa que desmancha
não sei bancar minha aflição
e ali, calada, dentro da caixa
eu afirmei minha posição
de quem olha e só se permite partir quando tem vontade.


Nesse ponto somos iguais, eu e ela
Estamos e somos
com toda potência e volúpia
pulsação
de quem é e ponto.

De quem se perde no meio do caminho
ou de quem toma consciência antes que se perca


e ainda assim, se se tornar errante
foi por escolha 
ou por atestar que não se tem o que fazer
ou que não está preparado ainda para ser diferente.












*Performance realizada no dia 17 de novembro de 2011;
*De 12:30h até 14:30h;
*Local: UNIRIO - Centro de Letras e Artes;
*Por: Michelly Barros;
*Orientação: Tania Alice,
*Referência: Grupo Meyd Inn Rio, Relações Perigosas.



(E tudo começou com a impossível tarefa de separar a razão da emoção.)

4 parambólicos comentaram:

Resiliência Plástica disse...

Coisa mais linda de sentir, de ver, de ser.

LuCais disse...

Tarefa impossível mesmo... Nossa! Tomar consciência pode ser se perder. Quando nãop se tem consciência de que se está perdidio, é apenas o caminho, ceerto ou errado.
O mar dentro da caixa. A lua também.
Se tem o mar e a lua, é caminho certo.

Candida Sastre disse...

A 15 minutos olhando o quadro razão e emoção e tentando escolher... Pode indecisão?

Rachel disse...

também gostaria de ser e ponto e, às vezes, no meio da massa, eu me perco, me automatizo.
é por isso que hoje prefiro não ser a ser sem ter consciência de que estou sendo, sem perceber o que estou fazendo: vivendo sem saber.

mas os animais não...eles são de um modo ingênuo.
it. como diria clarice.

você precisa ler água viva.

beijos, querida...