domingo, 6 de novembro de 2011

A verdade

Não posso amor, dizer que te amo
Se o digo, não acredite
Do amor que sinto
Só será possível dizê-lo depois do fim

Morre alguma coisa toda vez que a fala sai
O próprio amor é que se afasta
Fica ausente atrás das palavras

Mas se eu te chamo amor, acredite
Porque o chamado é no presente
E seja lá quando for
Meu amor pertence ao sempre
Sem começo
Sem fim

4 parambólicos comentaram:

Ramon de Alencar disse...

...
-Que lindo...

Larissa disse...

De uma doçura sem fim.

Matheus Brasil disse...

um brinde a sintonia da verdade

confetes disse...

Essa angústia causada pela incompatibilidade entre a palavra e o sentimento é tão latente em mim também. Acho que o que escrevo fala muito disso também...Você já leu "Diálogo no Jardim do Palácio", do Fernando Pessoa? Faz parte da dramaturgia dele. Acho que tem na internet. Vou te mandar via face.

Beijos!
Rachel

P.S.: acho que esse poema dá música.